A Polícia Civil de Goiás (PCGO) investiga um crime marcado por frieza, brutalidade e planejamento. Uma advogada de 47 anos foi presa nesta sexta-feira (28), suspeita de arquitetar a morte do próprio marido, o biomédico e empresário Aurélio Campos de Oliveira, em Goiatuba (GO). Segundo as investigações, o objetivo seria receber um seguro de vida de R$ 1 milhão, contratado cerca de quatro meses antes do homicídio e que tinha a mulher como única beneficiária.
Além da advogada, dois homens, de 27 e 30 anos, também foram presos por suspeita de participação no crime. Conforme a polícia, ambos seriam antigos clientes da investigada e teriam sido recrutados para executar o assassinato e ocultar o corpo da vítima.
As investigações apontam que Aurélio foi morto na noite de 30 de abril, após receber uma substância de uso veterinário com efeito sedativo, utilizada para deixá-lo sem condições de reação. Em seguida, ele teria sido agredido com pauladas no rosto e morto com um disparo de espingarda.
De acordo com a Polícia Civil, por volta das 21h40, a esposa gravou um vídeo do marido já sedado, deitado na cama, e encaminhou as imagens aos comparsas para indicar que o plano poderia ser colocado em prática.
Na sequência, a mulher deixou a residência acompanhada da filha, fruto de outro relacionamento, alegando que a levaria ao hospital. Durante sua ausência, os dois suspeitos teriam invadido a casa e executado o empresário.
A investigação também revelou que, antes do crime, a advogada teria se reunido com os executores e entregue luvas para serem utilizadas durante a ação, numa tentativa de dificultar a identificação dos autores.
Após a retirada do corpo, a mulher retornou à residência por volta de 0h40 do dia 1º de maio. Segundo a polícia, ela fotografou vestígios deixados pelos criminosos no quarto e em outros cômodos da casa e enviou as imagens aos comparsas, mostrando os rastros da execução.
Apesar do assassinato ter ocorrido durante a noite, o desaparecimento de Aurélio só foi comunicado às autoridades por volta das 6 horas da manhã.
O corpo do empresário foi encontrado posteriormente em uma estrada vicinal de difícil acesso, na zona rural de Goiatuba. O veículo utilizado para transportar a vítima também foi localizado abandonado em outro ponto da região.
Outro elemento que reforça a linha de investigação é a contratação do seguro de vida de R$ 1 milhão, feita cerca de quatro meses antes do crime, tendo a esposa como única beneficiária da apólice.
Os investigadores também apuram o fato de a mulher ter convencido Aurélio a adotar oficialmente sua filha adolescente pouco tempo antes do homicídio, circunstância que passou a integrar o conjunto de elementos analisados pela polícia.
Os três suspeitos foram alvos de mandados de prisão temporária e de busca e apreensão. Eles permanecem presos e à disposição da Justiça, enquanto a Polícia Civil dá continuidade às investigações para esclarecer todos os detalhes do caso e confirmar a participação de cada envolvido no crime.
Fonte: Ceará Agora





