Em reunião da Comissão Intergestores Tripartite (CIT), realizada nesta quinta (27/9), em Brasília, o Ministério da Saúde e representantes de estados e municípios decidiram pela aquisição de novos medicamentos para atender públicos com doenças específicas.
O SUS passará a adquirir, distribuir e ministrar esses nove novos medicamentos.
• Para o cuidado de pessoas com vasculites associadas a Anca, um grupo de doenças inflamatórias nos vasos sanguíneos, a fase inicial do tratamento contará com a ciclofosfamida 50 mg, comprada e financiada diretamente pelos governos estaduais para atender cerca de 1,5 mil pessoas com orçamento de R$ 1,5 milhão.
Na fase de manutenção da doença, que envolve cerca de 378 pessoas ao ano, o Ministério da Saúde comprará o rituximabe (100 mg e 500 mg, até R$ 29,8 milhões) e o metotrexato injetável (25 mg/mL, até R$ 4,4 milhões). Como alternativa nessa mesma etapa, os estados serão responsáveis pela compra da azatioprina 50 mg, com previsão de até R$ 6,7 milhões.
• Na saúde ocular de crianças e adolescentes, o Ministério da Saúde fará a compra direta de dois remédios para tratar inflamações nos olhos (uveítes não infecciosas sem relação com artrite infantil). A medida prevê a oferta do metotrexato em comprimido de 2,5 mg para quase 3,3 mil jovens (R$ 35,6 mil) e do medicamento biológico adalimumabe 40 mg para 67 pacientes (R$ 54,1 mil).
• Para a doença de Crohn, uma inflamação crônica no intestino, a pasta fará a aquisição do infliximabe 120 mg de aplicação sob a pele, apresentação que facilita a rotina do usuário e deve atender mais de 13,5 mil pessoas com quadros moderados a graves ou complicações locais. O investimento será de até R$ 59,1 milhões.
• Para pessoas com doença renal crônica em fases mais avançadas, o Ministério da Saúde será responsável por transferir R$ 21,1 milhões para que as secretarias estaduais comprem o ciclossilicato de zircônio sódico 5 g, para controlar o excesso de potássio no sangue. Cerca de 4,8 mil pessoas deverão ser atendidas.
Por fim, para situações de emergência por intoxicação por mercúrio, o Ministério da Saúde fará a gestão e a compra centralizada do DMSA (Succimer). O remédio atua para reduzir os efeitos do metal no corpo e poderá beneficiar aproximadamente 300 pessoas por ano, com orçamento de R$ 6 milhões.
Fonte: Ceará Agora





