A redução da fila de espera do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ganhou ritmo em 2026, mas veio acompanhada de um aumento expressivo no número de pedidos de benefícios negados. Dados do Ministério da Previdência apontam que o volume de indeferimentos atingiu o maior nível desde 2021, enquanto o governo trabalha para reduzir o estoque de requerimentos antes do primeiro turno das eleições.

Em junho, o INSS negou 938,2 mil solicitações e concedeu 792,5 mil benefícios. No primeiro semestre, foram registrados 4,3 milhões de indeferimentos contra 4,2 milhões de concessões. Com isso, a taxa de negativas chegou a 50,5% no período.

Entre janeiro e maio deste ano, a média mensal de pedidos rejeitados foi de 668,6 mil, o que representa um aumento de aproximadamente 70% em relação ao mesmo período de 2025. Na ocasião, a média era de 395 mil indeferimentos por mês.

Aumento das negativas

O avanço no número de negativas ocorreu ao mesmo tempo em que a fila de espera do INSS diminuiu de forma significativa. O estoque de requerimentos chegou ao recorde de 3,1 milhões em fevereiro, mas recuou para 1,5 milhão em julho — menos da metade do pico registrado no início do ano.

Os números foram apresentados nesta semana durante uma reunião do Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS) e ainda não foram incluídos no Boletim Estatístico da Previdência Social (BEPS), cuja última edição foi divulgada em junho.

A meta do governo é reduzir o estoque de requerimentos para 1,3 milhão até setembro, um mês antes do primeiro turno das eleições.

Fonte: Ceará Agora