Passados 25 anos do atentado contra as Torres Gêmeas, nos Estados Unidos, os impactos da tragédia ainda podem ser observados nos dias atuais. Além das milhares de mortes provocadas pelos ataques, as consequências para a saúde de socorristas, trabalhadores, moradores e estudantes da região atingida permanecem décadas depois.
Quando as torres do World Trade Center desabaram, uma grande nuvem de poeira e partículas tóxicas se espalhou pelo sul de Manhattan. Os incêndios que atingiram a região permaneceram ativos por meses, contribuindo para a liberação de fumaça e substâncias associadas a diversos problemas de saúde.
Nos anos seguintes, milhares de socorristas que atuaram no chamado “Marco Zero” foram diagnosticados com doenças relacionadas à exposição aos contaminantes. De acordo com o Programa de Saúde do World Trade Center, muitas dessas enfermidades foram fatais. Mais de 600 integrantes do Corpo de Bombeiros de Nova York e mais de 450 policiais do Departamento de Polícia de Nova York morreram em decorrência de doenças relacionadas à atuação no local.
Os efeitos da exposição também atingiram pessoas que trabalhavam, moravam ou estudavam nas áreas próximas ao desastre. Essas pessoas são consideradas sobreviventes pelo programa de saúde, que acompanha casos relacionados às consequências dos ataques.
Em 2010, o Congresso dos Estados Unidos criou o Programa de Saúde do World Trade Center, com o objetivo de oferecer tratamento gratuito a socorristas e sobreviventes que desenvolveram problemas de saúde associados aos ataques em Nova York e aos locais atingidos no Pentágono e em Shanksville, na Pensilvânia.
Desde então, o número de pessoas cadastradas no programa aumentou significativamente. Cerca de 60 mil socorristas e sobreviventes buscaram assistência no primeiro ano. Até 2026, esse número havia mais que dobrado, chegando a aproximadamente 154 mil pessoas.
O ATENTADO
Há exatos 25 anos, em 11 de setembro de 2001, os Estados Unidos foram alvo do maior atentado terrorista de sua história. Em pouco mais de uma hora, 19 sequestradores assumiram o controle de quatro aviões comerciais e utilizaram as aeronaves para atingir alguns dos principais símbolos do poder econômico, militar e político norte-americano.
Duas aeronaves foram lançadas contra as Torres Gêmeas do World Trade Center, em Nova York. Um terceiro avião atingiu o Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, nos arredores de Washington. O quarto caiu em uma área rural da Pensilvânia depois que passageiros e tripulantes tentaram retomar o controle da aeronave.
Os ataques deixaram 2.977 mortos, sem contar os 19 sequestradores, e mais de 6 mil feridos. A tragédia provocou profundas mudanças na política externa e nas medidas de segurança dos Estados Unidos e marcou o início da chamada “guerra ao terror”.
Fonte: Ceará Agora





