A proporção de adultos brasileiros que afirmam ter recebido diagnóstico de diabetes mais que dobrou entre 2006 e 2024, passando de 5,5% para 12,9% — um aumento de 135%. No mesmo período, também cresceram os índices de hipertensão, obesidade e excesso de peso, segundo a edição mais recente do Vigitel, levantamento do Ministério da Saúde realizado nas capitais brasileiras e no Distrito Federal.

Os números reforçam o alerta para a importância da prevenção, do diagnóstico e do acompanhamento contínuo de doenças que podem evoluir de maneira silenciosa. Embora parte do crescimento possa estar relacionada à ampliação do acesso ao diagnóstico e ao envelhecimento da população, os dados também evidenciam a necessidade de identificar fatores de risco e adotar cuidados antes do surgimento de complicações.

De acordo com o levantamento, o percentual de adultos que relatam diagnóstico de hipertensão passou de 22,6%, em 2006, para 29,7%, em 2024. A obesidade avançou de 11,8% para 25,7%, enquanto o excesso de peso aumentou de 42,6% para 62,6% no mesmo período.

O tema ganha destaque em agosto, mês marcado pelo Dia Nacional da Saúde. A data reforça que o cuidado com a saúde não deve se limitar à realização de exames, mas fazer parte da rotina ao longo de todo o ano.

SINTOMAS

A hipertensão é um exemplo de doença que pode permanecer sem sintomas perceptíveis. Quando não diagnosticada e controlada adequadamente, pode aumentar o risco de doenças cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC), além de provocar complicações nos rins.

O diabetes também pode se desenvolver silenciosamente. Entre os possíveis sinais estão sede excessiva, aumento da frequência urinária, perda de peso sem causa aparente e cansaço. No entanto, nem todas as pessoas apresentam sintomas evidentes nas fases iniciais.

PREVENÇÃO

A preocupação com a saúde pode levar muitas pessoas a realizar uma série de exames mesmo sem indicação específica. No entanto, fazer mais exames não significa necessariamente prevenir mais doenças.

A realização de exames preventivos e rastreamentos deve considerar fatores como idade, sexo, histórico familiar e presença de fatores de risco. Procedimentos sem indicação podem identificar alterações sem relevância clínica, gerar ansiedade e desencadear novas investigações ou tratamentos que não seriam necessários.

Fonte: Ceará Agora