O candidato ao governo do Ceará, Ciro Gomes falou, durante uma live realizada nesta segunda-feira (31), a situação fiscal do Estado e defendeu um forte esforço de redução de despesas burocráticas e desperdícios como forma de recuperar a capacidade de investimento do governo estadual.
Segundo Ciro, o Ceará enfrenta uma situação inédita nas últimas décadas. “Pela primeira vez em 32 anos o Ceará está em déficit”, afirmou durante a transmissão em seu canal.
Ao explicar o cenário, Ciro declarou que o Estado vem registrando aumento na arrecadação, mas, ainda assim, passou a gastar mais do que arrecada. Ele citou também a carga tributária estadual e afirmou que o Ceará possui o segundo ICMS mais caro do Brasil, de 20%.
De acordo com os números apresentados por Ciro, o Ceará teria encerrado o ano passado com um déficit de aproximadamente R$ 800 milhões, considerando a diferença entre receitas e despesas. Para este ano, a projeção mencionada pelo ex-governador é de um déficit de R$ 2,2 bilhões.
contas públicas às prioridades que considera urgentes para o Estado, especialmente nas áreas de segurança pública e saúde.
Investimentos
Outro ponto abordado pelo Ciro foi a queda da participação do Ceará nos investimentos públicos em comparação com outros estados.
Ciro afirmou que o Ceará já chegou a ocupar a segunda posição entre os estados brasileiros em investimentos como proporção da receita arrecadada, mas teria caído para a décima colocação.
“Aí para o décimo lugar, se a gente não interromper o itinerário, esses caras vão enterrar o Estado do Ceará”, declarou.
Para Ciro, a recuperação da capacidade de investimento deve ser uma das principais estratégias para o desenvolvimento econômico do Estado. Ele defendeu a utilização de instrumentos como compras governamentais, reestruturação de passivos e reciclagem de crédito para estimular a economia.
Ciro disse ainda que pretende trabalhar com a ideia de um “novo modelo de desenvolvimento” para o Ceará.
“Defesa e ataque”
Ao resumir sua visão para o Estado, Ciro utilizou uma comparação com o futebol.
“É como um time, na defesa, porque nós temos que proteger o que está aí, e no ataque”, afirmou.
Segundo ele, o Ceará precisa, ao mesmo tempo, preservar os avanços já conquistados e criar novas perspectivas econômicas e sociais.
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Fonte: Ceará Agora





