Região Central — Promessas de investimentos e anúncios de grandes empreendimentos têm marcado a gestão do prefeito de Quixeramobim, Cirilo Pimenta. Enquanto projetos são divulgados pelas redes sociais da administração municipal e por aliados, parte das iniciativas anunciadas ainda não se concretizou.
Um dos exemplos é o cinema anunciado em dezembro de 2024. Na ocasião, a informação ganhou destaque na imprensa local, mas, até o momento, o empreendimento permanece apenas na promessa. Segundo publicação de um blog da cidade, a informação sobre a expansão das atividades da empresa em Quixeramobim foi compartilhada pelo prefeito Cirilo Pimenta em 23 de dezembro de 2024. A divulgação foi acompanhada de uma fotografia do gestor.
No mesmo dia, também foi anunciado um projeto de academia, com investimento previsto de R$ 5 milhões em obras. Assim como outros empreendimentos apresentados pela gestão, a iniciativa não saiu do papel até o momento.
Outro projeto que passou por mudança de denominação foi o chamado “porto seco”. A proposta chegou a ser apresentada como uma alternativa para a movimentação de cargas na região do Sertão Central. Diante da ausência de produtos para exportação, o projeto passou a ser chamado de “terminal de cargas”.
A população de Quixeramobim também ainda lembra do anúncio das obras do Centro Regional de Eventos, projeto que, até agora, permanece sem concretização.
Outro exemplo citado é a Delegacia de Polícia Civil 24 horas, que, na prática, funciona de forma virtual.
Mais recentemente, em julho, foi anunciada a instalação de uma fábrica de autopeças no município. O empreendimento teria investimento estimado em R$ 300 milhões, com previsão para 2026.
Os anúncios alimentam a expectativa da população por novos investimentos e geração de empregos, mas também levantam questionamentos sobre a efetiva execução dos projetos apresentados ao longo da gestão. Enquanto alguns empreendimentos seguem no campo das promessas, a população aguarda que os anúncios se transformem em obras, empresas funcionando e empregos efetivamente criados.
Fonte: Revista Central





