Na arrancada da campanha eleitoral de 2026, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reforça as estratégias de enfrentamento à desinformação e cria um grupo de trabalho para monitorar o uso da inteligência artificial (IA) e a disseminação de fake news durante a disputa.
A iniciativa amplia as ações da Justiça Eleitoral diante do avanço das novas tecnologias e dos riscos de manipulação de conteúdos nas redes sociais. O uso da inteligência artificial não é proibido nas eleições, mas deve obedecer às regras estabelecidas pela Justiça Eleitoral.
Entre as práticas vedadas está a utilização de deepfakes, técnica que permite manipular imagens, vídeos ou áudios para simular falas, comportamentos ou declarações de candidatos que nunca ocorreram.
Como parte dessa estratégia, o TSE criou o Conselho Consultivo sobre Integridade Informacional, que será formado por especialistas de áreas como inteligência artificial, tecnologia, segurança pública e comunicação social. Os integrantes ainda serão definidos e atuarão sem remuneração.
De acordo com o Tribunal, o conselho terá a missão de assessorar o presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques, e contribuir para o acompanhamento do ambiente informacional durante o processo eleitoral.
Entre as atribuições previstas estão o monitoramento das campanhas, a avaliação do uso da inteligência artificial, a proposição de iniciativas de combate à desinformação e o incentivo à educação digital.
O grupo também poderá sugerir parcerias com universidades e outras instituições para fortalecer mecanismos de identificação e enfrentamento de conteúdos falsos ou manipulados.
Com as novas medidas, o TSE busca ampliar a capacidade de resposta da Justiça Eleitoral diante da velocidade de disseminação de informações nas plataformas digitais e dos desafios impostos pelo uso crescente da inteligência artificial na campanha de 2026.
Fonte: Ceará Agora





