O mercado brasileiro de medicamentos injetáveis, usados no tratamento da diabetes tipo 2 e da obesidade, ganhou novas opções em 2026. Ao longo do ano, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou meEntre as novas opções estão medicamentos à base de semaglutida e liraglutida, além de uma nova apresentação do Mounjaro, que utiliza a tirzepatida como princípio ativo.

Embora sejam frequentemente chamadas de “canetas emagrecedoras”, as opções não têm necessariamente as mesmas indicações. Parte dos medicamentos à base de semaglutida, por exemplo, foi aprovada especificamente para adultos com diabetes tipo 2 que não apresentam controle adequado da doença.

A ampliação das opções de semaglutida ocorre no mesmo ano em que a patente do Ozempic expirou no Brasil, em 20 de março. Em 2025, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) também havia estabelecido prioridade para a análise de pedidos de registro de medicamentos à base de semaglutida e liraglutida, diante da necessidade de ampliar o abastecimento desses produtos no país.

As novas opções aprovadas em 2026 são:

  • Ozivy — semaglutida, EMS;
  • Owozy — semaglutida, Ávita Care;
  • Seemasun — semaglutida, Sun Farmacêutica;
  • Zempneo — semaglutida, Brainfarma;
  • Semavy — semaglutida, Cosmed;
  • Orsema — semaglutida, Ranbaxy;
  • Semaglutida genérica — EMS;
  • Semaclique — semaglutida, Germed;
  • Semaglutida genérica — Germed;
  • Yluméc — semaglutida, EMS;
  • Liraclick — liraglutida, Germed;
  • Liraglutida genérica para diabetes tipo 2 — EMS;
  • Liraglutida genérica para obesidade — EMS;
  • Mounjaro Multidose — tirzepatida, Eli Lilly.

Entre os medicamentos à base de semaglutida, Owozy, Seemasun, Zempneo, Semavy e Orsema foram registrados por comparação com o Ozempic. Esses produtos são indicados para adultos com diabetes tipo 2 que não apresentam controle adequado da doença.

Já o genérico da EMS e o Semaclique, autorizados em agosto, têm o Ozivy como medicamento de referência e também são destinados ao tratamento de adultos com diabetes tipo 2 insuficientemente controlada.

Fonte: Ceará Agora