Região Central: Solonópole registrou um caso confirmado de mpox este ano. A informação consta do painel IntegraSUS, da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), com dados atualizados até esta quinta-feira (5). Neste ano, só três municípios cearenses tiveram confirmação da doença, e Solonópole é o único do Sertão Central entre eles.

No Ceará, os 18 casos de 2026 já superam os 13 registrados em todo o ano de 2025, um aumento de cerca de 38,5%. Fortaleza concentra 16 confirmações, o que corresponde a 88,9% do total. Paracuru tem o outro caso. Segundo a Sesa, nenhuma morte foi registrada. No Brasil, o Ministério da Saúde contabiliza 665 casos neste ano.

Todos os 18 pacientes confirmados no estado são homens. A maior parte tem entre 20 e 29 anos, com oito casos. Outros sete têm de 30 a 39 anos, dois têm de 40 a 49 e um tem de 50 a 59 anos.

O primeiro caso do ano foi confirmado na semana epidemiológica de 1º a 7 de fevereiro. Até julho, houve uma confirmação por semana, em cinco semanas diferentes. Outubro concentrou o maior número de registros: foram 12 casos entre os dias 4 e 31, quatro em cada uma das três últimas semanas do mês.

De acordo com o Ministério da Saúde, a mpox é uma zoonose, doença transmitida entre animais e pessoas, causada por um vírus do gênero Orthopoxvirus. A transmissão pode ocorrer desde o início dos sintomas até a cicatrização completa das lesões, por:

  • contato direto com lesões ou erupções na pele;
  • fluidos corporais, como pus, sangue das lesões e saliva;
  • objetos contaminados, como roupas, toalhas, roupas de cama e utensílios.

Na manhã de quinta-feira (5), o Ministério da Saúde autorizou a compra de até 20 mil doses de vacina contra a mpox pelo Fundo Rotatório da Organização Pan-Americana da Saúde. A prioridade será para pessoas que vivem com HIV/aids e têm contagem de CD4 abaixo de 100 células por mm³, grupo com maior risco de agravamento. O esquema prevê duas doses, com intervalo de 28 dias.

Fonte: Revista Central