O reajuste do Bolsa Família anunciado nesta quinta-feira (17) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva começará a ser pago no dia 19 de outubro, entre o primeiro e o segundo turnos das eleições.

Com o aumento, o valor mínimo do benefício passará dos atuais R$ 600 para R$ 691, enquanto o pagamento médio, segundo o Governo Federal, subirá para R$ 777.

O reajuste será de 15,04% e deverá alcançar aproximadamente 19 milhões de famílias em todo o País. O decreto estabelecendo os novos valores já foi assinado, e a folha de outubro será processada considerando o aumento.

Pelo calendário eleitoral de 2026, o primeiro turno está marcado para 4 de outubro, enquanto um eventual segundo turno ocorrerá no dia 25 de outubro. Dessa forma, o início do pagamento com os valores reajustados ocorrerá seis dias antes da segunda votação.

GOVERNO DIZ QUE REAJUSTE REPÕE PERDA DO PODER DE COMPRA

O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, afirmou que o reajuste corresponde à recomposição da perda do poder aquisitivo acumulada desde o início de 2023 e sustentou que a atualização está prevista na legislação que regulamenta o programa.

“Isso corresponde exatamente ao que a lei nos autoriza a fazer, que é a recomposição do poder de compra das famílias. Esse é um instrumento fundamental para que a gente siga tendo resultados na redução da taxa de pobreza”, afirmou.

IMPACTO DE R$ 5,8 BILHÕES AINDA EM 2026

Segundo o Ministério do Planejamento, o aumento representará uma despesa adicional de R$ 5,8 bilhões neste ano, considerando os pagamentos de outubro em diante.

Para 2027, o impacto estimado chega a R$ 22 bilhões.

Moretti afirmou que, neste ano, os recursos necessários serão obtidos por meio de remanejamentos de verbas de áreas nas quais o governo identificou sobras, sem aumentar o limite global de despesas.

“Isso será feito sem nenhum real de aumento do nosso limite global de despesa. Será mantido o nosso limite de gastos, e vamos remanejar outras rubricas nas quais foram identificadas sobras”, declarou.

De acordo com o ministro, a revisão do cadastro do Bolsa Família e medidas de combate a fraudes também contribuíram para abrir espaço orçamentário para o reajuste.

ORÇAMENTO DO PROGRAMA PODE CHEGAR A R$ 179 BILHÕES

Para 2027, o Governo Federal ainda deverá encaminhar ao Congresso Nacional as alterações orçamentárias necessárias para acomodar os novos valores.

A proposta de Orçamento enviada em agosto reservava R$ 157,1 bilhões para o Bolsa Família em 2027.

Com o reajuste anunciado nesta quinta-feira, a previsão apresentada é de que os recursos destinados ao programa cheguem a aproximadamente R$ 179 bilhões no próximo ano.

Fonte: Ceará Agora