O governo federal anunciou, nesta terça-feira (26), uma expressiva redução na fila de pedidos de benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O número de pedidos de benefícios em análise caiu de 3,073 milhões, em janeiro, para 1,282 milhão em agosto (dados parciais até o dia 24), uma redução de 59% e o menor nível registrado desde 2023. Os dados foram apresentados durante reunião do Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS).
O diretor de Benefícios do INSS, Leonardo Bittencourt, informou ainda que os processos aguardando análise por mais de 45 dias despencaram de 1,882 milhão para 261 mil, o que representa uma queda de 86% no período.
BENEFÍCIOS CONCEDIDOS
Outro indicador destacado pelo governo foi o aumento das concessões de benefícios. Entre janeiro e julho deste ano, 67% dos requerimentos foram aprovados, o equivalente a uma média de 730 mil benefícios concedidos por mês, acima da média de 641 mil registrada no mesmo período de 2025.
Apesar dos números positivos, o desempenho do INSS continua sendo alvo de questionamentos uma vez que o número de pedidos indeferidos cresceu 70% entre janeiro e maio deste ano na comparação com igual período de 2025, alcançando o maior patamar desde 2021.
Diante desse quadro, o Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu manter a concessão de benefícios previdenciários na Lista de Alto Risco da administração pública federal.
O TCU reconheceu os esforços do governo para reduzir a fila, mas concluiu que ainda persistem problemas estruturais relacionados à capacidade operacional do INSS, à qualidade das análises e ao aumento dos indeferimentos.
Segundo os auditores do TCU, a melhora observada até agora não é suficiente para retirar o tema da lista de monitoramento. O relatório aponta ainda que a produtividade do órgão permanece estagnada em alguns períodos, com ciclos recorrentes de déficit entre o número de pedidos protocolados e os efetivamente concluídos, indicando que o sistema ainda enfrenta vulnerabilidades importantes.
Fonte: Ceará Agora





