O senador Eduardo Girão (Novo-CE) deixou temporariamente o mandato no Senado para se dedicar à campanha eleitoral como candidato a vice-presidente da República na chapa encabeçada por Romeu Zema (Novo). Nesta terça-feira (11), o plenário da Casa aprovou o pedido de licença por 121 dias, permitindo a posse do suplente Sargento Reginauro (PSDB-CE).
A licença foi formalizada em duas etapas: um primeiro afastamento por motivo de saúde, seguido por um pedido por motivos particulares. Com isso, Girão permanecerá fora das atividades legislativas por cerca de quatro meses.
Anunciado em 4 de agosto como companheiro de chapa de Zema, Girão passou a integrar uma candidatura formada exclusivamente por integrantes do Novo. Antes da definição, seu nome chegou a ser cogitado para disputar o Governo do Ceará, cenário que provocou divergências dentro do campo da direita. A possibilidade de sua candidatura ao Executivo estadual foi um dos fatores que alimentaram o desentendimento político entre Michelle Bolsonaro, que defendia Girão, e Flávio Bolsonaro, cujo grupo optou por apoiar Ciro Gomes (PSDB) no Estado.
Ao aceitar o convite para a vice-presidência, Girão afirmou que encara a candidatura como uma missão e reafirmou suas principais bandeiras políticas.
“Decidi aceitar esse convite desafiador como uma missão existencial. Pelos brasileiros sedentos por Justiça, quero levar aos quatro cantos do país aquilo em que acreditamos: mais segurança, mais prosperidade, mais defesa da vida e da família e menos abusos dos intocáveis que tomaram conta do poder público”, declarou o senador, em referência a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Fonte: Ceará Agora





