Faltando apenas três semanas para as eleições de 2026, a Justiça Eleitoral intensifica os preparativos para uma das maiores operações logísticas do país. Cerca de 156,7 milhões de brasileiros serão convocados às urnas para escolher o presidente da República, os governadores dos 26 estados e do Distrito Federal, 54 senadores, 513 deputados federais e os deputados estaduais — no Ceará, serão eleitos 46 parlamentares para a Assembleia Legislativa.

Nos bastidores do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), o clima é de contagem regressiva para colocar em funcionamento uma frota recorde de urnas eletrônicas.

Para atender ao eleitorado espalhado por um país de dimensões continentais, o TSE ampliou o número de equipamentos disponíveis. O total passou de 471 mil urnas utilizadas em 2022 para aproximadamente 560 mil urnas eletrônicas preparadas para as eleições de 2026.

SEGURANÇA COMEÇA EM BRASÍLIA

A operação tem início na sede do TSE, em Brasília, onde os sistemas utilizados pelas urnas passam por auditorias e testes públicos. Após essa etapa, os programas são compilados, assinados digitalmente e lacrados em cerimônia pública.

As chaves de segurança são armazenadas em mídias criptografadas, que seguem para todos os Tribunais Regionais Eleitorais do país.

CARTÓRIOS ELEITORAIS

Nos cartórios eleitorais, técnicos realizam a chamada carga das urnas, inserindo nos cartões de memória a relação oficial de candidatos e o cadastro dos eleitores de cada seção.

Em seguida, as urnas recebem lacres físicos produzidos pela Casa da Moeda. O sistema foi desenvolvido para indicar qualquer tentativa de violação, tornando visível a quebra do selo de segurança.

LOGÍSTICA PARA 5.571 MUNICÍPIOS

Depois de preparadas, as urnas seguem viagem para 5.571 municípios, onde estão os locais de votação em uma operação que mobiliza diferentes meios de transporte.

Nas cidades e regiões de fácil acesso, caminhões e vans fazem a distribuição dos equipamentos para escolas, centros comunitários e prédios públicos.

Na Amazônia, embarcações percorrem rios durante dias para levar as urnas a comunidades ribeirinhas, indígenas e quilombolas.

Já nas áreas mais remotas, a Justiça Eleitoral conta com o apoio de aeronaves e helicópteros da Força Aérea Brasileira (FAB) para garantir que os equipamentos cheguem aos destinos dentro do prazo.

TESTE ANTES DA VOTAÇÃO

No sábado que antecede a eleição, presidentes de mesa e equipes técnicas recebem as urnas nos locais de votação. Os equipamentos passam por testes de funcionamento, são conectados à rede elétrica e às baterias internas de emergência, ficando prontos para o início da votação.

DIA DA VOTAÇÃO

Na manhã do domingo de eleição, antes da chegada dos primeiros eleitores, cada urna emite a chamada zerésima, documento que comprova que não existe nenhum voto registrado no equipamento antes da abertura oficial da votação.

Com mais de 560 mil urnas distribuídas em todo o território nacional, a Justiça Eleitoral conclui uma operação que envolve planejamento, tecnologia e segurança para assegurar que a distância geográfica não seja um obstáculo ao exercício do voto e da democracia.

Fonte: Ceará Agora