Parte das milhares de moedas de R$ 1 utilizadas no pagamento de uma caminhonete Hilux em Quixeramobim, no Sertão Central do Ceará, ganhou um novo destino. O empresário Rafael Fernandes, responsável pela venda do veículo, negociou algumas das peças com um colecionador interessado em numismática, atividade dedicada ao estudo e à coleção de moedas, cédulas e medalhas.

Segundo Rafael, a negociação aconteceu um dia após a repercussão do vídeo em que ele aparece recebendo o pagamento em sacos e em um garrafão cheio de moedas. O registro viralizou nas redes sociais e chamou a atenção de pessoas interessadas nas circunstâncias da venda.

O empresário contou que foi procurado por um colecionador interessado em adquirir parte do dinheiro. Algumas moedas foram vendidas por um valor superior ao de face, embora ele não tenha informado a quantia recebida pela negociação.

As moedas foram utilizadas por um borracheiro na compra de uma Toyota Hilux SRV, ano 2009, avaliada em R$ 110 mil. Além do dinheiro, o acordo também envolveu a entrega de outro veículo como parte do pagamento. Rafael, no entanto, preferiu não revelar quanto do valor total foi entregue em moedas.

A quantidade recebida foi tão grande que o empresário passou cerca de oito horas tentando fazer a contagem, mas desistiu antes de concluir o trabalho. O dinheiro foi levado a uma agência bancária para que o valor fosse contabilizado e depositado.

Moedas também vão virar lembrança da negociação

Antes de encaminhar o restante das moedas ao banco, Rafael separou algumas unidades para montar um quadro decorativo que ficará exposto na loja de veículos. A ideia é preservar uma lembrança de uma negociação incomum, que repercutiu nas redes sociais.

O empresário afirmou que nunca havia recebido uma quantia tão expressiva em moedas durante os dez anos em que trabalha com a venda de veículos. Apesar da surpresa inicial, ele decidiu aceitar a forma de pagamento para não perder o negócio.

Rafael também destacou sua trajetória profissional e a disposição para aproveitar oportunidades comerciais. Para ele, a venda acabou se tornando uma experiência marcante, tanto pela quantidade de moedas quanto pela repercussão que o caso ganhou.

Fonte: Revista Central