Thaissa de Oliveira Marques, de 21 anos, morreu na última sexta-feira (11) após resistir a uma tentativa de estupro em Londrina, no Norte do Paraná. No momento do ataque, a jovem entregava panfletos em frente à academia onde havia sido contratada recentemente.
À polícia, Gabriel de Andrade, também de 21 anos, confessou que abordou a vítima com a intenção de cometer o estupro, mas a matou diante da resistência. O corpo de Thaissa foi localizado dentro do estabelecimento, com diversas lesões provocadas por arma branca.
Conforme apurado pela CNN Brasil, a jovem havia sido contratada recentemente pela academia. Ela era estudante de Nutrição da UniFil (Centro Universitário Filadélfia).
Segundo a polícia, Gabriel foi encontrado ferido em outro endereço e preso em flagrante. Ele foi encaminhado para atendimento médico e, posteriormente, conduzido à delegacia, onde foi autuado pelos crimes de homicídio qualificado e tentativa de estupro.
A Polícia Civil do Paraná aguarda a conclusão dos exames periciais e segue com as investigações para esclarecer as circunstâncias do crime.
Entidades lamentam
A UniFil, onde Thaissa cursava Nutrição, divulgou uma nota de pesar pela morte da aluna.
“A UniFil manifesta, com profundo pesar, o falecimento da aluna do Curso de Nutrição, Thaissa Gabriely Oliveira Marques. Neste momento de dor, nos solidarizamos com seus familiares, amigos, colegas e professores, desejando força e conforto para enfrentar esta perda.
Thaissa deixará saudades e será lembrada com carinho por todos que tiveram a oportunidade de compartilhar sua trajetória acadêmica e sua presença em nossa comunidade.
Que sua memória permaneça viva em nossos corações.”
Em nota, a Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres de Londrina também lamentou o ocorrido.
“Thaissa tinha apenas 21 anos, estudava Nutrição e tinha uma vida inteira de sonhos, projetos e possibilidades pela frente, que foram interrompidos de forma brutal. Uma violência que deixa também marcas profundas na família da jovem, nos amigos e em toda a sociedade.
O feminicídio é a expressão mais extrema de uma violência que, muitas vezes, começa de forma silenciosa: no controle, na humilhação, na ameaça, no isolamento, na agressão psicológica e física. Por isso, combater a violência contra as mulheres exige prevenção, informação, acolhimento, proteção e uma rede preparada para agir.
Reafirmamos nosso compromisso com o trabalho permanente de prevenção, orientação, acolhimento, fortalecimento da autonomia e articulação da rede de proteção e enfrentamento à violência.
Neste momento de dor, manifestamos nossa solidariedade à família de Thaissa e a todas as pessoas que sofrem com essa perda irreparável. A vida de cada mulher importa. Feminicídio é crime. É violência de gênero. É uma vida interrompida que não pode ser naturalizada.
Que a morte de Thaissa não seja apenas motivo de indignação, mas também um chamado à responsabilidade de toda a sociedade para que outras mulheres possam viver livres, seguras e com seus sonhos preservados.”
Fonte: Ceará Agora





