Mães de crianças atípicas denunciam abandono e falta de terapias e medicamentos em Canindé
Mães de crianças com transtornos do neurodesenvolvimento usaram as redes sociais para fazer um desabafo público contra a gestão municipal de Canindé. Em vídeo que vem repercutindo fortemente, elas denunciam a falta de terapias e de medicamentos essenciais, afirmando que direitos básicos estão sendo tratados como favor.
Mães de crianças atípicas usaram as redes sociais para fazer um desabafo contundente e público contra a gestão municipal de Canindé, denunciando a falta de terapias e de medicamentos essenciais para o tratamento de crianças com transtornos do neurodesenvolvimento. Em um vídeo que vem repercutindo fortemente, a revolta é clara: o que deveria ser um direito básico está sendo tratado como um favor.
Segundo o relato, a ausência de atendimento especializado e de medicamentos tem provocado crises frequentes em crianças que dependem diretamente dessas terapias para manter estabilidade emocional, cognitiva e comportamental. As mães alertam que a interrupção do tratamento pode agravar quadros clínicos, fazendo com que crianças avancem para níveis mais severos de comprometimento.
“É humilhante ter que vir várias vezes às redes sociais pedir um direito que não era nem pra ser pedido”, desabafa uma das mães, ao cobrar diretamente o prefeito Jardel. Ela questiona se o gestor tem noção do impacto da falta de assistência na vida das crianças e das famílias, ressaltando que muitas estão em sofrimento psicológico intenso.
O vídeo também critica o silêncio da Prefeitura diante da situação. As mães afirmam que não há esclarecimentos, prazos ou qualquer comunicação oficial sobre a normalização dos atendimentos. Para elas, a gestão estaria tentando “abafar” o caso com publicações institucionais, sem enfrentar o problema de forma concreta.
Outro ponto destacado é a quebra de confiança. As mães lembram que o prefeito foi eleito com promessas de defesa das causas sociais e da saúde pública, mas, na prática, estaria abandonando justamente um dos grupos mais vulneráveis da população. “O mínimo que foi prometido não está sendo cumprido”, afirmam.
A denúncia também aponta para o agravamento das condições emocionais das próprias mães, que relatam exaustão, estresse e sensação de abandono. “Nós já tentamos todas as formas, com educação, diálogo e paciência. Agora, simplesmente não há resposta”, diz o relato.
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