A Igreja Católica excomungou mais um padre brasileiro que descobriu-se participar da Fraternidade Sacerdotal São Pio X. A excomunhão é determinada pelo Vaticano e significa que o sacerdote não é mais considerado padre, com isso ele fica impedido de celebrar missas.

O religioso alvo da punição foi o padre Rodrigo de Oliveira da Silva, que integrava até pouco tempo a Diocese de Jundiaí, em São Paulo.

A decisão foi assinada pelo bispo Dom Arnaldo Carvalheiro Neto. Com a excomunhão, além de não ser mais considerado padre, os sacramentos antes celebrados por Rodrigo passam a ser considerados nulos, ou seja, confissões e casamentos não são mais válidos do ponto de vista do Direito Canônico.

Com a excomunhão o agora ex-padre é considerado estar em Cisma com a Igreja Católica, isto porque o grupo da Fraternidade São Pio X é contra o papa Leão XIV. Cisma, segundo os dogmas da Igreja Católica, é o termo usado para designar a ruptura de um membro do clero ou de um movimento religioso com o papa e com a própria igreja.

A Fraternidade Sacerdotal São Pio X é um movimento ultraconservador que tem surgido dentro da Igreja Católica. Nela, padres celebram missas em latim e de costas para o público. Quatro bispos chegaram a ser ordenados pelo movimento, mas a ordenação foi considerada ilegal pelo Vaticano.

Este é, pelo menos, o segundo caso de excomunhão de um sacerdote no Brasil, imposto pelo Vaticano. Há cerca de um mês Françoá Rodrigues Costa, 47 anos, que era pároco em Brasília, no Distrito Federal, também foi afastado em definitivo de suas funções religiosas.

Fonte: Revista Central