A aposentadoria paga pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) nunca esteve tão no centro do planejamento financeiro do brasileiro. Uma pesquisa da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) revela que 60% dos brasileiros ainda não aposentados esperam se manter na velhice com o benefício da Previdência Social.

Segundo o levantamento, 15% afirmam que seguirão trabalhando e viverão do próprio salário. Já 13% pretendem contar com aplicações financeiras e outros 11% não sabem de onde virá o dinheiro.

A previdência privada — justamente o produto desenhado para complementar o INSS — foi citada por apenas 5% dos respondentes.

O atual patamar (60%) dos que esperam se manter com aposentadoria é o maior porcentual já registrado na pesquisa Raio X do Investidor Brasileiro, da Anbima. O aumento foi de três pontos percentuais na comparação à edição do ano passado.

Neste ano, a Anbima entrevistou 5.832 pessoas nas cinco regiões do país entre os dias 4 e 21 de novembro do ano passado.

m junho deste ano, o instituto pagou 42,1 milhões de benefícios. Desse total, 29,1 milhões — 69,1% do total — foram depositados com o valor do piso nacional. Já o grupo que recebe o teto previdenciário, de R$ 8.475,55, é formado por 13.642 beneficiários, menos de 0,04% do total. O valor médio dos depósitos foi de R$ 2.124,72.

Fonte: Ceará Agora