Você já encontrou algum escorpião na sua casa? Apesar do susto que dá e do risco iminente de ser picado, é melhor ir se acostumando: os meses de agosto e setembro não são só de ventos mais fortes, é o período também em que os escorpiões se proliferam mais, o que aumentam as chances de um daqueles amarelinhos aparecer andando pelo chão da sua casa.

O período de reprodução da espécie coincide com um aumento no número de atendimentos por acidentes com o animal. Levantamento do Instituto Doutor José Frota (IJF), referência estadual no atendimento a acidentes com animais peçonhentos, mostra que os atendimentos por picada de escorpião já vinham em alta antes mesmo do pico da temporada.

Entre janeiro e junho de 2026, foram 2.148 casos atendidos , um crescimento de 48% em relação ao mesmo período de 2025, quando 1.452 pessoas passaram por atendimento após esse tipo de acidente.

A presença do animal em residências costuma aumentar em ambientes que oferecem abrigo, umidade ou disponibilidade de alimento, como entulho acumulado, frestas em paredes e acúmulo de lixo orgânico, situações comuns tanto na capital quanto nas cidades do interior.

Cuidados para evitar acidentes:

  • Verificar roupas, toalhas e calçados antes de usá-los, sacudindo-os previamente;
  • Manter a cama afastada da parede e evitar que lençóis toquem o chão;
  • Manter quintais e terrenos limpos, sem acúmulo de entulho, folhas ou lixo;
  • Vedar frestas em portas, janelas e paredes;
  • Instalar telas em ralos, pias e caixas de gordura.

Em caso de picada:

  • Lavar o local atingido com água e sabão;
  • Aplicar compressa morna para aliviar a dor;
  • Procurar a unidade de saúde mais próxima com urgência, mesmo sem sintomas graves no início;
  • Se possível, capturar o escorpião (vivo ou morto) para facilitar a identificação pela equipe médica;
  • Evitar torniquete, aplicação de álcool, ervas ou urina no local, e não cortar nem queimar a área da picada, práticas que aumentam o risco de infecção sem reduzir os efeitos do veneno.

Casos com sintomas mais graves, como sudorese intensa, vômitos, agitação ou alterações na frequência cardíaca, exigem atendimento hospitalar imediato, sobretudo entre crianças e idosos, grupos mais vulneráveis aos efeitos do veneno.

Fonte: Revista Central