O motorista do ônibus que transportava uma equipe de basquete de Juazeiro do Norte foi indiciado pela Polícia Civil do Ceará pelas sete mortes provocadas no acidente ocorrido em junho, na CE-187, em Tauá, no interior do Estado. A conclusão do inquérito foi divulgada nesta quinta-feira (10).
De acordo com a investigação, Leandro da Silva, que trabalhava profissionalmente com transporte de passageiros, não teria adotado os cuidados necessários durante a condução do veículo. Testemunhas relataram que o ônibus apresentou sucessivos deslocamentos laterais antes de sair da pista e tombar.
O condutor foi indiciado por homicídio culposo, quando não há intenção de provocar a morte, em relação às sete vítimas, além de responder por lesões corporais culposas contra os passageiros que ficaram feridos. Segundo a apuração, as mortes e os ferimentos teriam sido consequência de uma única conduta na direção do coletivo.
O acidente aconteceu na madrugada de 15 de junho, quando o grupo retornava de Sobral com destino a Juazeiro do Norte, após participar de uma competição de basquete. O ônibus transportava dezenas de pessoas e tombou às margens da CE-187, na região de Tauá. Sete integrantes da delegação morreram, entre atletas e membro da comissão técnica, com idades entre 15 e 22 anos. Outras 31 pessoas ficaram feridas e precisaram de atendimento médico.
Inicialmente, o motorista havia declarado à Polícia Civil que tentou desviar de um animal que estaria na pista. Na ocasião, o teste do bafômetro apresentou resultado negativo para álcool. Durante o atendimento da ocorrência, também surgiram relatos de que ele teria apresentado versões diferentes sobre as circunstâncias que antecederam o tombamento.
As vítimas foram identificadas como Marcos Miguel da Silva, de 22 anos, integrante da comissão técnica, além dos atletas Henrique Ferreira Bezerra, 17; João Paulo Sampaio de Alencar, 18; Luiz José de Morais Neto, 18; Cauã Rodrigues Fratta, 16; Jonatas Samuel dos Santos Lopes, 15; e Matheus Henrique Ferreira Martins, 15 anos.
Com a conclusão do inquérito, o caso segue para as próximas etapas da Justiça, que deverá analisar os elementos reunidos pela Polícia Civil e decidir sobre eventual responsabilização criminal do motorista.
Fonte: Revista Central





