A pesquisa Datafolha divulgada, nesta quinta-feira (17), mostra um dado de igualdade entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) na corrida presidencial: os dois candidatos registram 47% de rejeição.

Isso significa que, segundo o levantamento, praticamente metade dos entrevistados afirma que não votaria de jeito nenhum em Lula, enquanto o mesmo percentual rejeita Flávio Bolsonaro.

O empate na rejeição mostra que, sem uma terceira via, eleitoralmente, viável, Lula e Flávio vão ao 2º turno e quem erra menos e for mais convincente ganha a eleição. Os eleitores órfãos da chamada 3ª via – um nome fora da polarização e do radicalismo, irão decidir quem será o novo presidente da República para o quadriênio 2027-2030.

De acordo com o Datafolha, há uma semana, Lula e Flávio registravam 46% de rejeição. A variação de um ponto percentual está dentro da margem de erro da pesquisa, que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

LULA E FLÁVIO: 47% DE REJEIÇÃO

De acordo com a pesquisa, entre outros nomes testados, o Datafolha aponta rejeição de 15% para Renan Santos (Missão), 14% para Romeu Zema (Novo), 13% para Ronaldo Caiado (PSD) e 11% para Rui Costa Pimenta (PCO).

PERFIL DA PESQUISA

O Datafolha entrevistou 2.002 eleitores em 125 municípios brasileiros, entre terça-feira (15) e esta quinta-feira (17).

A pesquisa foi encomendada pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo e tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-04029/2026.

PESQUISA FOI REALIZADA EM MEIO À CRISE NO STF

As entrevistas ocorreram também durante novos episódios de tensão no Supremo Tribunal Federal (STF). O debate envolve ministros indicados por diferentes presidentes e ganhou repercussão política em meio à campanha eleitoral.

As associações entre integrantes da Corte e grupos políticos, porém, são objeto de interpretações e disputas entre diferentes atores e não significam, por si sós, alinhamento político ou eleitoral dos ministros.

Fonte: Ceará Agora