A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou nesta sexta-feira (4/9), em caráter excepcional, a importação e o uso do medicamento experimental ALN-6457, desenvolvido pela farmacêutica Regeneron Pharmaceuticals, para o tratamento de Lito Sousa, diagnosticado com Creutzfeldt-Jakob.

O pedido foi feito pelo Hospital Israelita Albert Einstein, responsável pelo atendimento do paciente. Lito foi aceito em um programa de uso compassivo de uma empresa no exterior, o que permite o acesso a tratamentos experimentais em situações específicas. 

Segundo a Anvisa, por meio de nota ao Correio, a decisão levou em conta a evolução rápida, lenta e irreversível da doença neurodegenerativa. A agência também considerou a ausência de patrocinador ou representante responsável pelo medicamento no Brasil.

O ALN-6457 é um medicamento experimental baseado em uma tecnologia de RNA de interferência (siRNA) direcionada à proteína priônica (PrP). O produto ainda está em estágio anterior ao desenvolvimento clínico e não tem estudos clínicos formalmente iniciados para o tratamento de doenças priônicas em seres humanos. 

A autorização da Anvisa permite que a equipe de Lito providencie a importação do medicamento. A medida é utilizada de forma excepcional para produtos que não têm registro ou estudos no Brasil, entre outras situações.

Nas redes sociais, Mila Seidl, mulher de Lito, comemorou a autorização e afirmou que o tratamento está pronto para ser realizado no Einstein. Segundo ela, a expectativa da família é que o medicamento chegue ao Brasil em sete a nove dias.

“Um dia de vitória! Bora que esse remédio precisa chegar logo!”, escreveu Mila.

Ela escreveu ainda: “O impossível está virando realidade! Estamos prontos para receber o tratamento! Obrigada a todo mundo que ajudou!!!!”

Fonte: Ceará Agora