O número de professores do ensino médio com até 24 anos caiu 31,1% entre 2015 e 2025. No mesmo período, a quantidade de docentes com 60 anos ou mais aumentou 104,5%. Os dados são da segunda edição da pesquisa “Apagão dos Professores: o desafio da renovação dos professores no Brasil”, realizada pelo Instituto Semesp, que aponta dificuldades crescentes para a renovação do quadro docente da rede pública.
Segundo o levantamento, o envelhecimento dos profissionais, com o aumento da parcela de professores próxima da idade de aposentadoria, somado à expansão das contratações temporárias e terceirizadas, pode dificultar a reposição dos docentes na rede pública. A entidade estima que, em 2040, haverá um professor com até 24 anos para cada seis docentes com 60 anos ou mais.
Os dados foram apresentados durante o 28º Fórum Nacional do Ensino Superior Particular Brasileiro (FNESP), realizado em São Paulo.
QUEDA NO NÚMERO DE PROFESSORES JOVENS
Entre 2015 e 2025, o número de professores com até 24 anos caiu de 17,3 mil para 11,9 mil. Em contrapartida, o contingente de docentes com 60 anos ou mais mais que dobrou, passando de 18,2 mil para 37,3 mil.
O estudo também aponta crescimento das contratações temporárias. O número de docentes com esse tipo de vínculo passou de 146 mil para 205 mil, alta de 40,4%. Com isso, os temporários passaram a representar 43,4% do quadro da rede pública, ante 32,2% em 2015.
REDUÇÃO DE PROFESSORES CONCURSADOS
Na direção oposta, o número de professores concursados, efetivos ou estáveis diminuiu de aproximadamente 305 mil para 255 mil no período. Em 2015, esses profissionais representavam 67,2% do quadro docente. Dez anos depois, a participação caiu para 54,1%.
Para avaliar a capacidade de reposição dos professores diante das aposentadorias, o Instituto Semesp criou um indicador chamado Taxa de Renovação Docente. Quanto menor o índice, maior é a dificuldade de substituir os profissionais que deixam a carreira.
Em 2015, havia praticamente um professor com até 24 anos para cada docente com 60 anos ou mais. Em 2025, essa relação passou a ser de aproximadamente um professor jovem para cada três profissionais com 60 anos ou mais. A taxa caiu de 0,95 para 0,32.
As menores taxas de renovação foram registradas entre professores de Geografia (0,216), História (0,234), Língua Portuguesa (0,240), Sociologia (0,263), Filosofia (0,274) e Artes (0,278).
Informações – Agência Brasil
Fonte: Ceará Agora





