O barbeiro Francisco Lucas César da Silva foi condenado a 24 anos de prisão pelo feminicídio da bombeira civil Aparecida dos Santos Silva, conhecida como Dheyna, de 25 anos. A decisão foi proferida nesta quinta-feira (27), durante julgamento realizado na 4ª Vara do Júri do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), em Fortaleza.

O crime aconteceu em dezembro de 2024, no bairro Jardim das Oliveiras. Segundo a acusação, Lucas invadiu a residência da ex-companheira e a matou por asfixia após o fim do relacionamento.

Depois do assassinato, o condenado deixou o local e alterou a própria aparência, retirando a barba, numa tentativa de dificultar sua identificação. Ele acabou localizado e preso horas depois, no município de Baturité.

Término do relacionamento

De acordo com relatos apresentados durante a investigação, Dheyna e Lucas mantiveram um relacionamento por aproximadamente cinco meses. Cerca de 20 dias antes do crime, a jovem decidiu terminar o namoro depois de descobrir que havia sido traída.

Após o rompimento, Dheyna teria mudado de residência justamente para tentar se afastar do ex-companheiro. Mesmo assim, conforme testemunhas, Lucas continuou procurando a vítima e insistindo em manter contato.

Em uma das ocasiões, ele chegou a enviar 89 mensagens de áudio para Dheyna em apenas um dia. Pouco antes do assassinato, a bombeira também registrou em vídeo o ex-namorado batendo repetidamente no portão da residência onde ela morava.

A sequência de episódios foi apresentada durante o processo como parte do contexto de perseguição e não aceitação do término do relacionamento.

Condenação

O júri popular reconheceu a responsabilidade de Francisco Lucas César da Silva pelo feminicídio. A pena estabelecida foi de 24 anos de reclusão, em regime inicialmente fechado.

Do período total da condenação, serão descontados 1 ano, 9 meses e 19 dias referentes ao tempo em que o réu permaneceu preso durante o processo.

Além da pena de prisão, a Justiça determinou que Lucas pague R$ 13,5 mil por danos morais aos familiares de Aparecida.

A condenação encerra a etapa do julgamento pelo Tribunal do Júri, que considerou as provas e depoimentos apresentados no processo sobre a morte da bombeira civil.

Fonte: Revista Central