O trabalho por aplicativo vem ganhando espaço entre os motociclistas brasileiros, mas a proteção previdenciária desse grupo ainda está abaixo da registrada entre os demais profissionais da categoria. Em 2025, apenas 19,4% dos motociclistas que trabalhavam por meio de plataformas digitais contribuíam para a Previdência. Entre aqueles que não utilizavam aplicativos, o percentual era de 37,1%, quase o dobro.

Os dados fazem parte da pesquisa sobre trabalho por meio de plataformas digitais, divulgada na sexta-feira (4) pelo IBGE. O levantamento foi realizado em parceria com a Unicamp e o Ministério Público do Trabalho (MPT) e apresenta um panorama dos brasileiros que utilizam plataformas digitais como fonte de renda.

Considerando todos os 1,2 milhão de condutores de motocicletas do país, menos de um terço, 31%, contribuía para a Previdência em 2025. Entre os trabalhadores de plataformas, o índice caiu 2,2 pontos percentuais em relação a 2024. Já entre os motociclistas que não utilizavam aplicativos, houve alta de 0,8 ponto percentual no mesmo período.

Número de motociclistas de aplicativo quase dobra em três anos

O número de motociclistas que trabalham por meio de aplicativos aumentou significativamente nos últimos anos. Em 2025, o Brasil tinha 405 mil condutores de motocicletas que utilizavam plataformas digitais para trabalhar, o equivalente a 34,4% do total. Outros 774 mil (65,6%) não utilizavam aplicativos.

Na comparação com 2024, o número de motociclistas que trabalhavam por plataformas cresceu 15,4%. Entre os profissionais que não utilizavam aplicativos, o aumento foi de 10,9%.

Em um período de três anos, a diferença é ainda mais expressiva. Desde 2022, o número de motociclistas que trabalham por aplicativos aumentou 91,9%, passando de 211 mil para 405 mil. O crescimento representa quase o dobro do contingente registrado no início da série.

Entre os motociclistas que não utilizam plataformas digitais, o avanço foi bem menor: 3,1%, passando de 751 mil, em 2022, para 774 mil, em 2025.

Fonte: Ceará Agora