O assassinato do advogado Rafael Henrique Silva de Mello, de 45 anos, chocou a comunidade jurídica de Campinas (SP) e levanta suspeitas de que o crime tenha sido cuidadosamente planejado. Segundo as informações iniciais da investigação, a vítima foi atraída para uma reunião profissional marcada por pessoas que se apresentaram como clientes e acabou sendo executada a tiros.
Rafael compareceu a uma imobiliária localizada no Jardim Marisa para o encontro. De acordo com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Campinas, as primeiras informações apontam que a reunião havia sido previamente agendada com os autores do crime.
Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que dois homens chegam ao local em uma motocicleta, usando capacetes, entram no estabelecimento e retiram o advogado à força. Rafael é empurrado até a calçada, onde é atingido por vários disparos.
O advogado morreu no local antes da chegada do socorro. Após o crime, os suspeitos fugiram na motocicleta e, até a divulgação das últimas informações, ainda não haviam sido localizados pela polícia.
Diante da gravidade do caso, a OAB Campinas classificou o assassinato como “uma afronta ao pleno exercício da advocacia e à própria sociedade”. A entidade informou que acompanha as investigações junto à Polícia Civil e cobrou uma apuração rápida e rigorosa para identificar os responsáveis e esclarecer a motivação do homicídio.
A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo foi questionada sobre a possibilidade de os autores dos disparos serem as mesmas pessoas que marcaram a reunião, bem como sobre eventual relação do crime com a atuação profissional de Rafael. Até o momento, esses pontos permanecem sob investigação.
A OAB também foi consultada para esclarecer quais informações embasam a hipótese de que o encontro profissional tenha sido utilizado como armadilha e se o advogado havia relatado ameaças ou situações de risco antes do crime.
Rafael Henrique Silva de Mello atuava na advocacia havia mais de cinco anos e mantinha escritório próprio em Campinas. Era especializado em Direito de Família e Direito do Consumidor, possuía experiência em Direito Civil e também era formado como mediador e conciliador.
A Polícia Civil trabalha para identificar os autores do homicídio e esclarecer se a execução teve relação direta com a atividade profissional da vítima ou com outra motivação criminosa.
Fonte: Ceará Agora





